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Material · 7 min de leitura

ACM, lona ou letra caixa?

Três caminhos para o mesmo problema — e o critério para escolher sem se arrepender em dois anos.

Quem chega pedindo "uma fachada" normalmente já viu alguma coisa que gostou na rua, sem saber o nome. Estes são os três caminhos mais comuns, o que cada um faz bem e onde cada um decepciona.

Lona impressa

É: uma impressão em material flexível, esticada numa estrutura ou presa por ilhós.

Ganha em: preço e velocidade. É o único caminho quando o orçamento é curto ou o prazo é para ontem. Aceita foto, degradê, arte cheia de cor — coisa que letra caixa não faz.

Perde em: durabilidade e aparência. Ao sol, desbota; com o tempo, estica e ondula. E lona ondulada passa uma mensagem que nenhum texto conserta: a de que aquele negócio está no improviso.

Use quando: for temporário (obra, promoção, evento), quando a área for muito grande, ou quando a loja é alugada e você ainda não sabe se fica.

ACM

É: uma placa de alumínio composto, cortada sob medida e fixada numa estrutura, que reveste a fachada inteira.

Ganha em: acabamento e vida útil. É o material que dá o aspecto de "loja de rede": superfície reta, sem emenda aparente, que aguenta sol e chuva por anos sem mudar de cor.

Perde em: preço inicial e flexibilidade. Custa bem mais que lona e não se muda de ideia depois — a peça é cortada para aquele vão.

Use quando: o ponto é seu ou o contrato é longo, e a fachada precisa durar. É investimento, não despesa.

Letra caixa

É: a letra com volume, produzida uma a uma em PVC, acrílico ou aço, e fixada com afastamento da parede.

Ganha em: presença. A letra com volume ganha sombra durante o dia e, com LED, brilha à noite. É o que mais se lê de longe, e o que mais parece marca — não parece placa.

Perde em: complexidade. Não serve para arte cheia de detalhe, exige uma parede que sustente a fixação e, com iluminação, precisa de ponto de energia.

Use quando: o nome for o principal, e quando você quiser ser visto à noite.

Na prática, a melhor fachada quase nunca é um material só.

A combinação que funciona

O arranjo mais comum nas fachadas boas é ACM como fundo — a superfície limpa e durável — com letra caixa por cima, iluminada. O ACM resolve o que precisa aguentar tempo; a letra caixa resolve o que precisa ser lido. E a lona fica para o que muda: a promoção do mês, o banner da inauguração.

Três perguntas antes de decidir

  • Quanto tempo você fica nesse ponto? Menos de dois anos empurra para lona; contrato longo justifica ACM.
  • Seu cliente passa aí depois de escurecer? Se sim, iluminação deixa de ser luxo.
  • A sua marca é um nome ou uma imagem? Nome pede letra caixa; imagem cheia de detalhe pede impressão.

Respondendo essas três, o material praticamente se escolhe sozinho. Se ainda ficar dúvida, manda uma foto da fachada no WhatsApp — a gente diz o que faria ali e por quê.

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